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quarta-feira, 7 de abril de 2010

SIMPLES E DIDÁTICO : EMPURRÃOZINHO AOS TEIMOSOS

Texto enviado por Crystal, obrigada pela colaboração.

Todos nós, sem exceção (eu, você, os padres, chefes religiosos de qualquer ideologia, os monges, homens comuns ou importantes, assassinos ou
não...etc), somos espíritos que um dia viveram em um lugar aonde não existia bom ou mau.

Imagine um lugar aonde só existe energia, sem forma física... uma dimensão pura, limpa e perfeita.

Por opção própria, curiosidade... sei lá... fomos descendo alguns degraus... para ver aonde dava ...deu no que deu....fomos nos afastando dessa forma perfeita, nos deformando espiritualmente, materializamos o corpo físico e juntamos anos e anos de Karmas (dívidas de vidas passadas), através de guerras , mortes etc...milhares de anos de destruição da raça humana e de muita ignorância...

Foram anos e anos em que vários iluminados... que ficaram na outra planície, “fizeram o favor” de descer até aqui para nos alertar... para abrir nossos olhos... foram Faraós, Monges, Filósofos, Mestres, Buda, Padres, Pastores, Espíritas, Esotéricos, Alquimistas, Bruxos e Santos... sem contar Jesus, enfim anos de tentativas de levar o máximo de seres de volta para o seu local de origem.

Será que todos eram malucos? Não é estranho... pessoas em tempos diferentes (séculos diferentes)... com religiões diferentes... tenham tentado nos avisar de algo? Não será a hora de parar para pensar... deixar de ser tão teimosos?

Continuando... como viemos de lá... imagine (apenas para ilustrar... o ser humano precisa de ilustrações) que temos um fio prateado ligado a cada um de nós e que nos faz AINDA moradores daquela planície... o que AINDA nós mantém ligados ao nosso Lar.

Imagine também que aqui embaixo temos trabalhadores do bem e do mau. Vários espíritos ou energias maravilhosos, anjos, pessoas que estão materializadas (pode ser seu marido, sua esposa, seu filho, seu pai, um amigo um líder ou mestre espiritual, um animal... enfim) ou até parentes seus que já morreram que tentam incansavelmente te ajudar a se situar, a “acordar” (sem receber NADA em troca, só por amor a você).

Em contrapartida temos os agentes do mau (são espíritos ou energias sofredoras, que não conseguem mais voltar... que já não tem fiozinho prata e querem te ferrar também)... bom esses vivem a nosso lado dia a
dia...esperando para poder agir... a idéia é te fazer realizar algo tão terrível que corte para sempre o teu fiozinho prata para que possamos ficar exilados com eles (Ui!).

Imagina assim, quando conseguimos nos policiar ao máximo, diariamente, (e isso não é fácil!!!), para estar conectado a um sentimento bom, pois eles não conseguem se aproximar de quem tem Luz e está na Luz, pois essa luz é péssima para eles, Jesus dizia... “Orai e Vigiai”, quando sentir que está amolecendo... para e pede ajuda do teu espírito ou energia de luz (sim pois tem alguém te auxiliando sempre).

Mas quando a pessoa dá uma brecha, esses sem Luz sabem que fomos tomados de sentimentos péssimos e abrimos a guarda para o trabalho deles. Ou seja... qualquer deslize eles entram em ação.

São milhares de pessoas no mundo drogadas, alcoólatras, assassinos, traficantes, fofoqueiros, ladrões, pessoas de mal com a vida que se entregam e se tornam obsedados. O obsedado é um sofredor nato, um brinquedo na mão do obsessor, ele fica doente, ele tem depressão, ele chora, grita, às vezes até se mata (o pior dos crimes para vida espiritual).

Mas, para nossa sorte... existem as reencarnações... sim, essa foi a chance que tivemos de nos emendar... sabe lá Deus quantas vezes já viemos e voltamos para ver se aprendemos a ser energias de luz novamente e poder parar de reencarnar...e “subir definitivamente”.

Várias pessoas estão em um processo evolutivo adiantado e vão em definitivo (inclusive para poder ajudar as que ficam)... a questão é... o tempo está acabando, a chance de reencarnar também, resumindo... a hora é essa não dá mais para esperar... os milhões de anos que tivemos de aprendizado estão chegando ao fim. E como você pode perceber a coisa ainda ta bem feia, pais atiram filhos pela janela... as guerras não pararam, (são de outro tipo) existe mais violência, mais mentira, mais traição, mais tristeza... cabe a você definir rapidinho de que lado quer ficar. Impressionante a capacidade do ser humano de gostar de sofrer!!! Eu Hein?

A questão agora é bem simples... o mundo não vai acabar numa grande catástrofe como todo mundo diz, tipo... dia tal ...do ano tal... PUF... sumiu tudo... não vai funcionar assim (ainda ilustrando ok?)... como disse Jesus, finalmente chegou a hora de separar o joio do trigo: quem soube usar sua chance e quer mudar (realmente), vai conseguir evoluir e ir subindo aos poucos até chegar LÁ, quem não teve jeito mesmo... resolveu continuar por aqui... pois adora essa vidinha fútil, violenta, sangrenta... vai ser exilado por mais um milênio mais ou menos... comendo literalmente o pão que o diabo amassou... para daqui... “sendo otimista” uns 1.000 anos tentar entrar em processo evolutivo de novo. Ou seja tuuuudo de novo... só que bem menos light... só coisa ruim mesmo...

Para você ter idéia cabe ao “Diabo” ou o nome que quiser dar... (ainda na ilustração), “educar” de forma pouco simpática (com certeza!!!) os exilados... até que o último consiga se emendar e se arrepender (e ele é bom nisso... sofrimento é com ele mesmo)... para que o próprio mestre das trevas também possa voltar (tipo o último que sair apaga a luz...) ...pois ele também está a serviço de Deus para poder mostrar aos que preferem ficar (alguém tem que fazer o serviço sujo) que fora de CASA é só sofrimento.

Como as entidades das trevas adoram PODER, aceitam essa condição inferior até a hora que não vão mais ter em quem mandar... daí sem público eles vão poder se libertar... (mas isso vai ser bem demoraaaaaado).

Bom... como Deus é o ser que mais te dá livre arbítrio... ou melhor ele está DENTRO de você justamente para te dar esse livre arbítrio... você decide o que quer para você. Simples demais! E assim termina essa historinha que durou só alguns milhares de anos!!!

DICAS PRECIOSAS DA NOVA ERA:
...as vezes um comentário maldoso... cheio de ódio... ou falar mau de alguém... ou tratar mau alguém... pode te trazer um atraso grande... nossa será que vale a pena... se o outro te trata mau... problema dele... não seja igual!!!

...orai e vigiai, fecha um pouco a boca e abre um pouco o coração. De nada adianta rezar MECÂNICAMENTE a noite e fazer tudo errado de dia...

...sei como é difícil se policiar... pois as coisas acontecem para que a gente possa ter a ira (assaltos, broncas do chefe, o filho que chora, a morte de uma pessoa querida)... mas, lembre do seu objetivo... e quando errar peça perdão para você mesmo (pois você prejudicou a você), para a energia de luz que está do seu lado e para Deus que ele te escuta.

...Deus não faz nada, onde você não esteja nos planos dele... se aconteceu alguma catástrofe na tua vida... pode ter certeza que tem um porquê.

É difícil de digerir não? ...mas não cabe a nós julgar... apenas aprender.

...e AMA AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO, tenta é bom demais. Meu amigo se você conseguir esse feito... você definitivamente já escolheu teu lado.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sessão Saúde e Prevenção

Os vendedores de doenças - Alerta para todos

Texto escrito por Alan Cassels, extraído do Site Doce Limão de Conceição Trucom, obrigada pela colaboração.

Textos como estes DEVEM ser lidos por todos, para termos a consciência de que 'a venda de doenças, para estimular a compra de "remédios", é feita de acordo com várias técnicas de marketing, mas a mais difundida é a do medo'.

Há cerca de 30 anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo fez declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune seu desespero por ver o mercado potencial de sua empresa confinado somente às doenças. Gadsden
declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos destinados às... pessoas saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a possibilidade de “vender para todo mundo”.

Três décadas depois, o sonho entusiasta de Gadsden tornou-se realidade. As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais, pessoas transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a indústria farmacêutica, que movimenta cerca de 500 bilhões dólares por ano, explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência física e da doença – mudando assim literalmente o que significa ser humano.

Recompensados, com toda razão, quando salvam vidas humanas e reduzem os sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes.

O rolo compressor das campanhas publicitárias, e das campanhas de sensibilização diretamente conduzidas, transforma as pessoas saudáveis preocupadas com a saúde em doentes preocupados. Problemas menores são descritos como muitas síndromes graves, de tal modo que a timidez torna-se um “problema de ansiedade social”, e a tensão pré-menstrual, uma doença mental denominada “problema disfórico pré-menstrual”. O simples fato de ser um sujeito “predisposto” a
desenvolver uma patologia torna-se uma doença em si.

O epicentro desse tipo de vendas situa-se nos Estados Unidos, abrigo de inúmeras multinacionais famacêuticas. Com menos de 5% da população mundial, esse país já representa cerca de 50% do mercado de medicamentos. As despesas com a saúde continuam a subir mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Cresceram quase 100% em seis anos – e isso não só porque os preços dos medicamentos registram altas drásticas, mas também porque os médicos começaram a prescrever cada vez mais.

De seu escritório situado no centro de Manhattan, Vince Parry representa o que há de melhor no marketing mundial. Especialista em publicidade, ele se dedica agora à mais sofisticada forma de venda de medicamentos: junto com as empresas farmacêuticas, criar novas doenças. Em um artigo impressionante intitulado “A arte de catalogar um estado de saúde”, Parry revelou recentemente os artifícios utilizados por essas empresas para “favorecer a criação” dos problemas médicos. Às vezes, trata-se de um estado de saúde pouco conhecido que ganha uma atenção renovada; às vezes, redefine-se uma doença conhecida há muito tempo, dando-lhe um novo nome; e outras vezes cria-se, do nada, uma nova “disfunção”.

Entre as preferidas de Parry encontram-se a disfunção erétil, o problema da falta de atenção entre os adultos e a síndrome disfórica pré-menstrual – uma síndrome tão controvertida, que os pesquisadores avaliam que nem existe.

O objetivo, diz ele, é fazer com que os clientes das empresas disponham, no mundo inteiro, “de uma nova maneira de pensar nessas coisas”. Sempre estabelecer uma ligação entre o estado de saúde e o medicamento, de maneira a otimizar as vendas.

Para muitos, a idéia segundo a qual as multinacionais do setor ajudam a criar novas doenças parecerá estranha, mas ela é moeda corrente no meio da indústria, com vendas que chegam a bilhões de dólares/ano.

Uma das estratégias de melhor resultado, consiste em mudar a maneira como as pessoas vêem suas disfunções sem gravidade, sendo “convencidas” de que “problemas até hoje aceitos no máximo como uma indisposição” são “dignos de uma intervenção médica”.

Comemorando o sucesso do desenvolvimento de mercados lucrativos ligados a novos problemas da saúde, o relatório revela grande otimismo em relação ao futuro financeiro da indústria farmacêutica: “Os próximos anos evidenciarão, de maneira privilegiada, a criação de doenças patrocinadas pela empresa”.

Dado o grande leque de disfunções possíveis, certamente é difícil traçar uma linha claramente definida entre as pessoas saudáveis e as doentes. As fronteiras que separam o “normal” do “anormal” são freqüentemente muito elásticas; elas podem variar drasticamente de um país para outro e evoluir ao longo do tempo. Mas o que se vê nitidamente é que, quanto mais se amplia o campo da definição de uma patologia, mais essa última atinge doentes em potencial, e mais vasto é o mercado para os fabricantes de pílulas e de cápsulas.

Em certas circunstâncias, os especialistas que dão as receitas são retribuídos pela indústria farmacêutica, cujo enriquecimento está ligado à forma como as prescrições de tratamentos são feitas. Segundo esses especialistas, 90% dos norte-americanos idosos sofrem de um problema denominado “hipertensão arterial”; praticamente quase metade das norte-americanas são afetadas por uma disfunção sexual batizada FSD (disfunção sexual feminina); e mais de 40 milhões de norte-americanos deveriam ser acompanhados devido à sua taxa de colesterol alta. Com a ajuda dos meios de comunicação em busca de grandes manchetes, a última disfunção é constantemente anunciada como presente em grande parte da população: grave, mas sobretudo tratável, graças aos medicamentos.
As vias alternativas para compreender e tratar dos problemas de saúde, ou para reduzir o número estimado de doentes, são sempre relegadas ao último plano, para satisfazer uma promoção frenética de medicamentos. As definições das doenças são ampliadas, mas as causas dessas pretensas disfunções são, ao contrário, descritas da forma mais sumária possível.

No universo desse tipo de marketing, um problema maior de saúde, tal como as doenças cardiovasculares, pode ser considerado pelo foco estreito da taxa de colesterol ou da tensão arterial de uma pessoa. A prevenção das fraturas da bacia em idosos confunde-se com a obsessão pela densidade óssea das mulheres de meia-idade com boa saúde. A tristeza pessoal resulta de um desequilíbrio químico da serotonina no cérebro.

O fato de se concentrar em uma parte faz perder de vista as questões mais importantes, às vezes em prejuízo dos indivíduos e da comunidade. Por exemplo: se o objetivo é a melhora da saúde, alguns dos milhões investidos em caros medicamentos para baixar o colesterol em pessoas saudáveis, podem ser utilizados, de modo mais eficaz, em campanhas contra o tabagismo, ou para promover a atividade física e melhorar o equilíbrio alimentar.

A venda de doenças é feita de acordo com várias técnicas de marketing, mas a mais difundida é a do Medo. Para vender às mulheres o hormônio de reposição no período da menopausa, brande-se o medo da crise cardíaca. Para vender aos pais a idéia segundo a qual a menor depressão requer um tratamento pesado, alardeia-se o suicídio de jovens. Para vender os medicamentos para baixar o colesterol, fala-se da morte prematura.

E, no entanto, ironicamente, os próprios medicamentos que são objeto de publicidade exacerbada às vezes causam os problemas que deveriam evitar. O tratamento de reposição hormonal (THS) aumenta o risco de crise cardíaca entre as mulheres; os antidepressivos aparentemente aumentam o risco de pensamento suicida entre os jovens.

Pelo menos, um dos famosos medicamentos para baixar o colesterol foi retirado do mercado porque havia causado a morte de “pacientes”. Em um dos casos mais graves, o medicamento considerado bom para tratar problemas intestinais banais causou tamanha constipação que os pacientes morreram. Mas, neste e em outros casos, as autoridades nacionais de regulação parecem mais interessadas em proteger os lucros das empresas farmacêuticas do que a saúde pública.

A flexibilização da regulação da publicidade no final dos anos 1990, nos Estados Unidos, traduziu-se em um avanço sem precedentes do marketing farmacêutico dirigido a “toda e qualquer pessoa do mundo”. O público foi submetido, a partir de então, a uma média de 10 ou mais mensagens publicitárias/dia. O lobby farmacêutico gostaria de impor o mesmo tipo de desregulamentação em outros lugares.

Há mais de 30 anos, um livre pensador de nome Ivan Illich deu o sinal de alerta, afirmando que a expansão do establishment médico estava prestes a “medicalizar”
a própria vida, minando a capacidade das pessoas enfrentarem a realidade do sofrimento e da morte, e transformando um enorme número de cidadãos comuns em doentes. Ele criticava o sistema médico, “que pretende ter autoridade sobre as pessoas que ainda não estão doentes, sobre as pessoas de quem não se pode racionalmente esperar a cura, sobre as pessoas para quem os remédios receitados pelos médicos se revelam no mínimo tão eficazes quanto os oferecidos pelos tios e tias”.

Mais recentemente, Lynn Payer, uma redatora médica, descreveu um processo que denominou “a venda de doenças”: ou seja, o modo como os médicos e as empresas farmacêuticas ampliam sem necessidade as definições das doenças, de modo a receber mais pacientes e comercializar mais medicamentos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

As Baleias Beluga

Texto enviado por Lucia Helena e José Wilson, obrigada pela colaboração.

Ao receber esse vídeo lindo de meus amigos, resolvi publicá-lo aqui. As baleias e os golfinhos são os animais mais iluminados de nosso planeta, tanto que, durante séculos, eles foram os responsáveis pela ancoragem das Energias Divinas em nossos planeta.

Essa tarefa seria de responsabilidade da humanidade, mas, é só observar nossos jornais para ver que não existe nenhuma possibilidade do ser humano ancorar nada de bom aqui. Nos últimos 13 milênios (desde a queda de Atlândida), nós só ancoramos energias ruins por aqui.

Para quem acha que esses animais não são nada de especial, veja o video abaixo.

domingo, 4 de abril de 2010

Feliz Páscoa para o Mundo!

Viajei muito na minha vida e sei que o nosso povo da Terra tem gente boa demais, assim, como tem os que ainda não sabem o caminho a seguir e as energias negativas se acoplam neles e os deixam à vista dos outros como pessoas más.

Tive contato com muitos assim e de varias formas diferentes, em lugares de paz e também nos lugares onde a guerra era terrível e desumana.

Num destes lugares no oriente onde vivi, passei a Páscoa mais linda da minha vida e onde o cessar fogo foi respeitado e uma energia Maior tomava conta de tudo. Todos se uniram e trouxeram o melhor que tinham para o banquete. Acreditem em tempos de guerra está união é rara e espetacular!

Havia Libaneses Sunitas, Xiitas, Druzos, Católicos, Maronitas, Palestinos e Judeus, no mesmo banquete de confraternização. Todos comeram juntos, beberam e se abraçaram como irmãos sem se preocupar com religião!
Simplesmente eram iguais e sem fronteiras, credos ou crenças...

Durante três dias não ouvimos bombas e a festa continuou...

Isto foi para mim a maior prova do mundo da ressurreição do ser humano e a verdadeira meta da Páscoa! União e Pacificação...

Páscoa não são só banquetes, presentes, chocolates e visitas, mas trazer o verdadeiro espírito de renascimento, perdão e amor entre os seres. É o momento de ver as coisas diferentes e
unir sem discriminação, sem raiva, sem vingança e sem criticas.

Desejo para todas as pessoas, uma Feliz Páscoa, igual ao que tive, pois foi a melhor sensação em todos os anos da minha vida até hoje.

Luz e Paz!

Marilda Jorge

sábado, 3 de abril de 2010

Pensamento do Dia

Texto extraído do livro "O Profeta", de Gibran Khalil Gibran

Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas.

Encheis a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vos estar sozinho, assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

Dai vossos corações, mas não confieis a guarda um do outro.
Pois somente a mão da vida pode conter nossos corações.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente,
E o carvalho e o cipreste não crescem a sombra um do outro.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A percepção do Divino – Quarta Parte

A Torá é eterna e é uma lição para todo judeu. Com efeito, a raiz da palavra Torá é Hora'á, que literalmente significa "instrução". Cada vez que estudamos um trecho da Torá, devemos tirar uma lição do mesmo. Quais são, portanto, as lições transmitidas por nosso estudo dos três marcos que vimos acima: As Dez Pragas, a divisão do mar, e a Revelação Divina no Sinai?

Estes marcos representam três estágios na percepção que a pessoa tem de sua relação com D'us.

O primeiro ocorre quando se vivencia um milagre - um evento muitíssimo improvável: uma cura milagrosa, um socorro financeiro quando mais se necessita, a salvação em momento de extrema dificuldade, uma coincidência extraordinária ou qualquer evento que nos leve a crer que o mundo não funciona por si só. Os milagres servem para nos lembrar que há Alguém que rege os acontecimentos e que nos guarda. A isso o judaísmo chama de Divina Providência.

Mas os milagres são apenas o primeiro estágio de conscientização sobre o Divino, pois dificilmente causam uma impressão duradoura. A pessoa pode ficar grata e se sentir inspirada por um milagre, e isto pode fazê-la reconhecer o envolvimento de D'us em sua vida, mas, mais cedo ou mais tarde, poderá vir a acreditar que o milagre foi apenas uma grande coincidência.

Os egípcios testemunharam eventos sobrenaturais - as Dez Pragas - mas os racionalizaram como coincidências infelizes ou mágicas usadas para manipular a natureza. No que tange aos judeus, apesar dos milagres que presenciaram, foi somente no Mar de Juncos que eles finalmente "creram no Eterno e em Moshé, Seu servo".

O segundo estágio da ligação com D'us é simbolizado pelo episódio no Mar de Juncos. Como está escrito no Talmud, nós, judeus, talvez não sejamos todos profetas, mas descendemos dos profetas. Todos nós, em maior ou menor grau, possuímos um pequeno dom para a profecia. Todos tivemos experiências espirituais.

Para alguns, pode ser algo simples como receber uma mensagem em um sonho que se torna realidade; para outros, pode ser um sexto sentido aguçado; e para poucos judeus privilegiados, pode ser algo tão dramático como ver almas ou vivenciar uma experiência de quase-morte, em que a pessoa tem uma visão do mundo futuro. Uma experiência genuinamente espiritual causa uma impressão bem mais acentuada do que um milagre, pelo fato de ser muito mais difícil de atribuí-la a uma coincidência.

Um milagre é uma improbabilidade estatística, mas uma percepção do mundo espiritual é algo vivenciado. É um evento que transforma a vida de quem a percebe.

Contudo, podemos perguntar-nos: como podemos saber se uma experiência espiritual não é produto da imaginação ou de um alucinógeno? Como diferenciar um profeta de um esquizofrênico?

No antigo Israel, quem alegava ter recebido uma mensagem profética era rigorosamente examinado por verdadeiros profetas e sábios para verificar de quem se tratava - profeta ou louco. Uma experiência espiritual tem valor quando serve de ponto de partida para se chegar a um nível mais alto de conscientização do Divino, o que é alcançado através do estudo e da prática de Sua Sabedoria e Vontade.

O fato de uma pessoa realizar milagres não significa nada; afinal, os feiticeiros idólatras egípcios eram magos de grande alcance. E mesmo as vivências espirituais genuínas, por mais fascinantes que sejam, não conseguem mudar o mundo. A pessoa pode meditar e mesmo levitar dias inteiros, mas, com isso, não fará deste um mundo mais Divino. Por outro lado, aquele que se dedica a estudar a Sabedoria Divina e a verdadeiramente cumprir a Vontade Divina, praticando atos de santidade e bondade, faz muito mais do que meramente tocar os Céus: essa pessoa traz os Céus para a Terra.

O homem pode ser um milagreiro, profeta ou sábio - pode estar na mais alta das montanhas e compreender tudo o que pode ser compreendido - contudo, ele nada mais é do que um ser humano finito, com os pés no chão. Acima dele está um D'us Infinito, que é desconhecido, impalpável e que não pode ser compreendido.

Como pode, então, o homem finito, por maior que seja, alcançar o Infinito? Sua própria libertação e a única libertação do mundo inteiro se dão quando o Altíssimo chega aqui embaixo e lhe diz, e diz a todos nós: "Estudem isto. Façam aquilo. E através de seu estudo de Minha Sabedoria e seu cumprimento de Minha Vontade vocês estão ligados a Mim". Quando isto acontece, o homem e D'us se unem a tal ponto em que não mais existem o finito na Terra e o Infinito nos Céus. E passa a existir apenas UM.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Revelação Divina no Sinai – Terceira Parte

Se o povo vivenciou a visão de D'us durante a divisão do Mar, que necessidade
haveria da ocorrência da Revelação Divina no Monte Sinai?

São muitas as respostas, mas talvez a principal seja que é extraordinariamente
difícil negar um evento testemunhado por milhões de pessoas. Um único indivíduo pode fabricar ou imaginar uma história, e as pessoas podem optar por acreditar ou não em suas palavras. Mas é muito difícil convencer terceiros da veracidade de um evento envolvendo milhões de pessoas se tal evento não ocorreu.

Se não tivesse ocorrido a Revelação Divina no Sinai, seria possível questionar a
origem Divina do judaísmo. Poder-se-ia alegar que Moshé foi um grande líder
carismático, um mago; mas jamais um verdadeiro profeta de D'us. Poder-se-ia
mesmo acusá-lo de ser um impostor ou simplesmente desacreditá-lo,rotulando-o de um esquizofrênico que, no entanto, acreditava ter ouvido o chamado da Voz de D'us.

Mas, quando até o mais simples dos judeus se tornou um profeta à beira do Mar de Juncos e, em especial, quando todos eles - milhões de pessoas - ouviram a Palavra de D'us aos pés do Monte Sinai, não mais havia lugar para dúvidas sobre a origem da Torá. Isto explica por que até mesmo os maiores oponentes de Moshé, como seu primo Corach, não puderam negar ser ele um verdadeiro profeta de D'us. Durante sua longa jornada de 40 anos pelo deserto, muitos judeus falsamente acusaram Moshé de crimes terríveis - nepotismo, roubo, até mesmo de adultério - mas eles nunca ousaram sugerir que ele fosse impostor, charlatão ou alucinado. Pois que eles, afinal, tinham presenciado a Revelação de D'us e quando Ele Próprio chamou Moshé para ascender ao Monte Sinai para receber a Torá. D'us Se assegurou de que seria impossível alegar que Sua Torá era um relato de ficção.

E é por essa razão que mesmo os maiores inimigos do Povo Judeu, mesmo aqueles que quiseram converter todos os judeus, nunca negaram a verdade histórica do judaísmo.

Uma segunda razão para a Revelação Divina no Monte Sinai é que D'us transmitiu ao Povo Judeu os meios de se conectarem a Ele - e isto é feito através da Torá. Se Ele jamais Se tivesse revelado, as pessoas alegariam que a Torá era criação de Moshé. No Monte Sinai, D'us fez o Povo Judeu jurar que iria preservar a Torá: assim sendo, Sua Lei não poderia ser descartada com um código de leis criado pelo homem.

Através da Torá, D'us nos permitiu conectarmo-nos com Ele. Um homem pode
considerar-se sábio e espiritualizado. Mas, pelo fato de ser finito, não pode
compreender os Desígnios de D'us. O homem requer que D'us lhe aponte o que fazer.

No Monte Sinai, D'us nos jogou uma corda que nos permite manter uma conexão com Ele. Quando estudamos a Sua Torá, absorvemos uma centelha de Sua Sabedoria Infinita. Quando realizamos Seus mandamentos, tornamo-nos instrumentos no cumprimento de Sua Vontade na Terra. E quando estendemos a mão para ajudar os outros, tornamo-nos agentes da bondade e plenitude Divinas no mundo.

Cinqüenta dias após deixarem o Egito, os judeus ouviram a Voz de D'us que lhes falava. O Mestre do Universo proclamou os Dez Mandamentos que são o núcleo dos 613 Mandamentos da Torá. Quem lê a Torá em hebraico sabe que os Dez Mandamentos foram dirigidos na 2ª pessoa do singular. No Monte Sinai, D'us não se dirigiu ao Povo Judeu como um todo. Ele falou pessoalmente a cada um de nós, pois a alma de cada um de nós esteve presente no Monte Sinai quando D'us Se revelou aos Filhos de Israel. E cada vez que abrimos a Torá, cada vez que a estudamos e praticamos o que nos ensina, estamos revivendo aquele dia tão monumental na história da humanidade.

Continua...

quarta-feira, 31 de março de 2010

As Dez Pragas do Egito – Segunda Parte

A primeira delas transformou o Nilo em sangue. Aharon ergue o cajado e toca o Nilo, tornando suas límpidas águas sangue puro. Mas os feiticeiros egípcios conseguem replicar esse milagre, e o Faraó, assim sendo, imagina que Moshé e Aharon apenas executavam mágicas - prática comum no Egito.

Os bruxos egípcios conseguem, pois, replicar a segunda praga, mas não a terceira, e dizem ao Faraó que essa última não era magia, mas "o dedo de D'us". Mas o Faraó supõe que também a terceira deveria ser algum tipo de bruxaria mais elevada e que, certamente, os dois irmãos deviam ser melhores na magia que seus magos. Somente quando a sexta praga, a sarna, na realidade, bolhas que se transformavam em úlceras, causando grande sofrimento físico, assola o Egito, seus bruxos ficam totalmente desmoralizados.

Pois, apesar de serem profundos conhecedores da magia negra, eles não conseguem proteger nem a si próprios. Tornava-se cada vez mais claro aos egípcios que Moshé não era um simples mago e que as pragas eram verdadeiramente obra de D'us.

À medida que as demais pragas trazem cada vez mais destruição e miséria ao Egito, os emissários do Faraó lhe imploram: "Até quando isto será um impedimento para nós? Envia os homens, e que sirvam ao Eterno, seu D'us" Ainda não notastes que o Egito está perdido?" (Ibid, 10:7). Mas foi preciso que viesse a décima e última praga - a morte dos primogênitos - para finalmente quebrar o Faraó. Ele tinha sido alertado várias vezes por Moshé para que tivesse a chance de se arrepender, salvando a si próprio e a seu povo.

Bem verdade que D'us endurecera o coração do Faraó, dificultando o seu
arrependimento, sendo isto uma forma de punição por suas más ações - mas a
porta do arrependimento nunca esteve totalmente fechada para ele. Mas,
apesar das pragas e do sofrimento que se seguiu, o Faraó se recusou a ver a Mão de D'us. Suas racionalizações, seu desprezo pelos demais e sua teimosia levaram à sua trágica queda e à destruição de seu poderoso reino.

No que tange ao Povo Judeu, eles observaram as Dez Pragas dizimarem o Egito
enquanto permaneciam a salvo. Claramente, isso não foi obra do acaso. Com cada praga que atingia o Egito, os judeus se convenciam de que o D'us de seus
antepassados não os tinha abandonado. Tinha vindo resgatá-los da escravidão
e do genocídio, e interferia abertamente em Seu mundo para punir aqueles que
vitimavam o Seu povo. Vinha salvá-los com Sua mão poderosa e Seu braço
estendido.

A Divisão do Mar

No entanto, nem as Dez Pragas foram suficientes para convencer os egípcios
de que foi D'us - e não Moshé e Aharon - quem viera libertar os judeus. Apenas alguns dias após permitir que o Povo Judeu deixasse o Egito, o Faraó e a totalidade de seu exército saem à caça dos fugitivos judeus para trazê-los de volta. Apesar do terror das pragas, os egípcios estavam tão confiantes na vitória que, nessa saída militar, adornam seus cavalos com ornamentos em ouro, prata e pedras preciosas.

O Povo Judeu havia deixado o Egito no dia 15 de Nissan. Em torno do dia 20, o
Faraó e seu exército tinham-nos alcançado. E os judeus se vêem presos em uma armadilha: tinham atrás de si o Faraó e seus homens, e à sua frente o Mar de Juncos. Apesar de tudo o que tinham presenciado no Egito, ficaram desesperados e gritam a Moshé: "Foi porque não havia sepulcros no Egito que nos trouxeste para morrer no deserto? O que nos fizeste, ao nos tirar do Egito?"(Ibid, 14: 11). Cheios de temor, os judeus dizem a Moshé: "Deixa-nos e serviremos aos egípcios. Pois nos é melhor servir aos egípcios do que morrer no deserto!" (Ibid, 14: 12).

Moshé ora a D'us e Ele lhe ordena: "Toma teu cajado e estende tua mão sobre o mar e fende-o, e que os Filhos de Israel entrem pelo meio do mar, em seco". (Ibid, 14: 16). As águas do Mar de Juncos se abrem, permitindo que os judeus atravessem. Os egípcios, que claramente não haviam aprendido a lição com as Dez Pragas, saem no seu encalço. Quando o exército do Faraó está no meio do mar, D'us começa a castigá-los. Em pânico, os egípcios exclamam: "Fugirei diante de Israel, pois o Eterno luta por eles contra o Egito!" (Ibid, 14: 25). Mas, sua sorte já fora selada. Seguindo instruções Divinas, Moshé estende sua mão sobre o mar e, na manhã do 21o dia de Nissan, sétimo dia de Pessach - que, na Terra de Israel, é o último dia da festividade - as águas voltam a se unir e engolem todo o exército do Faraó.

A divisão do Mar foi o ponto culminante do Êxodo, pois mesmo depois de os judeus terem fugido do Egito, o exército desse país permaneceu intacto e a ameaça da volta à escravidão ainda existia. No mar, os judeus foram perseguidos por uma força militar extremamente poderosa, que facilmente os teria vencido e capturado. Segundo o Midrash, havia 30 egípcios para cada judeu. Somente quando o mar se dividiu e engoliu o exército egípcio foi que o êxodo judeu realmente se completou.

No 15º dia de Nissan - dia em que os judeus deixaram o Egito, primeiro dia de Pessach - D'us puniu o Egito com a 10ª praga, mas os judeus deixaram o país como escravos em fuga. No 21º dia de Nissan, após a divisão do Mar, como vimos acima, os judeus se tornaram um povo verdadeiramente liberto. Contudo, há uma razão mais profunda para a divisão do mar ser mais importante do que as Dez Pragas. No Egito, os judeus presenciaram ocorrências sobrenaturais, mas quando o Mar de Juncos se abriu ao meio, todos os judeus adquiriram a condição de profetas.

Está escrito no Midrash que mesmo o mais simples dos judeus "viu no Mar de Juncos o que não fora visto nem pelo profeta Ezequiel", cuja visão da Carruagem Divina é a base do estudo da Cabalá.

No Mar de Juncos, os Céus se abriram; todos os judeus, mesmo as crianças, tiveram uma visão do mundo infinito. Por essa razão foi naquele momento, e não antes - nem mesmo durante as pragas que se abateram sobre o Egito - que "o povo temeu ao Eterno, e creram no Eterno e em Moshé, Seu servo". (Ibid, 14:31).

Antes dessa experiência profética, os judeus haviam testemunhado vários milagres e maravilhas. Mas sua fé em D'us e em Seu emissário não era absoluta. Como fizera o Faraó, eles também poderiam ter racionalizado sobre o que ocorrera no Egito. Talvez as Dez Pragas tivessem sido uma coincidência - muito pouco provável, certo, mas ainda assim uma coincidência. Talvez houvesse alguma explicação natural para elas terem caído sobre os egípcios e não sobre os judeus. Talvez o Faraó e seus feiticeiros estivessem certos: Moshé e Aharon eram apenas super-magos que tinham conseguido manipular a natureza para destruir o Egito, enquanto protegiam os judeus.

Resumindo, pura e simplesmente, as Dez Pragas não eram prova suficiente - nem para os judeus, que entraram em pânico diante da divisão do mar, nem para os egípcios, que foram atrás deles.

Mas, com a divisão do mar, tais dúvidas se desvaneceram. Os egípcios por fim reconheceram a verdade - infelizmente, quando já era tarde. Para os judeus, não se tratou de mais outro milagre, mas do ponto de partida para o objetivo supremo do Êxodo - o recebimento da Torá - que somente poderia ter ocorrido depois dos Filhos de Israel vivenciarem as revelações espirituais da divisão do mar. No sétimo e último dia de Pessach todos os judeus se tornaram profetas. D'us se tornou uma realidade tão palpável que, na Canção do Mar, entoada pelo Povo Judeu em louvor a D'us por sua salvação, as crianças proclamaram: "Este é meu D'us!", indicando claramente perceber a Presença Divina.

A experiência profética que ocorreu no Mar de Juncos preparou os judeus para a Revelação Divina que iria ocorrer no Monte Sinai, apenas 50 dias após o Êxodo.

Continua...

terça-feira, 30 de março de 2010

Três níveis de percepção do Divino no Estudo da Cabalá

Os textos dos próximos quatro dias foram enviados por Renée Gribov, agradecemos a colaboração.

Revista Morashá - Edição 67 - março de 2010

A Hagadá de Pessach, recitada durante o Seder, conta a história de como o povo judeu, que começou como uma família de 70 pessoas e se tornou uma grande nação - o Povo escolhido por D'us para receber Sua Torá.

A Hagadá nos conta acerca de eventos que precedem e sucedem o Êxodo – a amarga escravidão sofrida por nossos antepassados, as Dez Pragas que venceram o Faraó, o Êxodo, a divisão do Mar e a outorga da Torá no Monte Sinai, entre outros. Mas, o clímax do processo de constituição dos judeus em uma nação ocorreu não em 15 de Nissan - dia do Êxodo e primeiro dia de Pessach - mas 50 dias mais tarde, quando D'us Se revelou a todos os Filhos de Israel e lhes deu a Torá - um evento que é comemorado na festa de Shavuot.

As festividades de Pessach e Shavuot são ligadas de forma indissolúvel.
Começando na segunda noite de Pessach e terminando no dia antes de Shavuot, fazemos a contagem do Omer - um mandamento de grande significado místico.

Durante os 49 dias dessa contagem, somos obrigados a trabalhar sobre nós mesmos e a aumentar nossa espiritualidade para que, em Shavuot, o dia cujo tema é nossa dedicação ao estudo e ao cumprimento da Torá, possamos estar em um nível espiritual mais elevado do que estávamos antes do início de Pessach. O processo do crescimento espiritual que se inicia em Pessach culmina, pois, em Shavuot.

A seguir analisaremos três marcos no processo que se iniciou quando Moshé (Moises) foi enviado por D'us para libertar o Povo Judeu e que culminou com a Revelação Divina no Monte Sinai. Tais marcos são as Dez Pragas que se abateram sobre o Egito, a divisão do Mar de Juncos e o recebimento da Torá.

As Dez Pragas

Quando D'us se faz ver a Moshé e lhe atribui a missão de voltar ao Egito e libertar o Povo Judeu da escravidão, o profeta responde: "Mas eles não acreditarão em mim, nem ouvirão minha voz, pois dirão: 'O Eterno não apareceu a ti!'" (Êxodo, 4:1).

D'us então lhe diz que tome seu cajado e o atire ao chão, e, ao fazê-lo, o cajado se transforma em uma serpente. O Eterno ordena que Moshé agarre o rabo da serpente, e ele obedece. A víbora volta a ser o cajado.

D'us instrui Moshé a realizar esse milagre diante dos judeus para que "… creiam que o Eterno, D'us de teus pais - o D'us de Abrahão, o D'us de Isaac e o D'us de Jacob - apareceu a ti!" (Ibid, 4:5). Mas, caso um sinal não fosse suficiente para fazê-los acreditar, D'us dá a Moshé um segundo milagre, dizendo-lhe que se mesmo realizando os dois o povo não desse atenção a suas palavras: "Tomarás das águas do Nilo e derramarás no seco; e as águas que tomarás do rio tornar-se-ão sangue no seco" (Ibid, 4:9).

Essa passagem da Torá deixa claro que D'us, que é Onisciente, sabia que a maneira mais rápida de fazer com que o Povo Judeu acreditasse Nele e em Moshé seria através da realização de milagres. Os judeus - escravizados, desesperados e desesperançados - necessitavam de milagres para acreditar que o D'us de seus antepassados não os tinha renegado. E assim, quando Moshé volta ao Egito, ele e seu irmão Aharon reúnem os anciãos judeus, diante de quem Moshé realiza os milagres, segundo as instruções Divinas.

Ao testemunhar os milagres, "o povo acreditou, e compreenderam que o Eterno visitara os Filhos de Israel e vira sua aflição, e curvaram-se e se prostraram". (Ibid, 4:31). Quando Moshé e Aharon, então, invadem o palácio do Faraó e exigem a libertação do Povo Judeu, eles não pedem misericórdia nem ameaçam com algum tipo de rebelião. Em vez disso, realizam milagres, exatamente como haviam feito antes perante os judeus.

Pois D'us havia dito a Moshé: "E não vos escutará o Faraó, e porei Minha mão sobre o Egito, e tirarei os Meus exércitos, o Meu povo, os filhos de Israel da terra do Egito, com grandes juízos. E o Egito saberá que Eu sou o Eterno, ao estender a Minha mão sobre o Egito, e tirarei os Filhos de Israel dentre eles". (Ibid, 7:4-5).

De fato, a confrontação entre o líder egípcio e Aharon e Moshé foi um duelo sobrenatural. Para provar ao Faraó que falavam em Nome de D'us, Aharon atirou o cajado de seu irmão e o transformou em serpente. Mas o Faraó chama seus sábios feiticeiros, que conseguem repetir o feito. O rei egípcio pressupõe que Moshé e Aharon são magos como os seus, e não leva a sério sua alegação de que falam em Nome do Altíssimo. É nesse ponto que o episódio das Dez Pragas se inicia.

Continua...

segunda-feira, 29 de março de 2010

A Senhora Chinesa e os Dois Vasos

Texto enviado pelo escritor Fernando Leite, obrigada pela colaboração.

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.

Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.

Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.

Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho:

- Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...

A velhinha sorriu:

- Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regava.

- Por dois anos pude recolher belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.


Cada um de nós tem seu próprio "defeito". Mas o defeito que cada um de nós tem é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. Tudo depende de como você vê o defeito' alheio e como conduz a vida para melhor conviver...

domingo, 28 de março de 2010

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Artur da Távola

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

sábado, 27 de março de 2010

Para dormir bem

Sessão Saúde e Prevenção.

Todos nós precisamos de descanso para recarregar as energias e combater as infecções. Como é terrível não conseguir dormir! É horrível tentar dormir e não conseguir ou acordar no meio da noite e não conciliar mais o sono. Muitas pessoas têm dificuldade para dormir e para isso, os cientistas recomendam algumas plantas medicinais que de alguma forma ajudam a conciliar melhor o sono. São as seguintes as maravilhosas plantas, nossas amigas: aveia, maracujá, valeriana, capim-limão, camomila, kava-kava e alface.

- Aveia ( Avena sativa ) - herbácea anual, com caule de 50cm até 1,50m de altura. Folhas largas, formadas por uma bainha que envolve o caule. As inflorescências aparecem na ponta do caule, apresentando espigas pendentes. Os frutos são oblongos, afilados nas extremidades, ricos em amidos de grãos compostos e simples.

- Maracujá (Passiflora alata), (Passiflora edulis), (Passiflora incarnata), trepadeira arbustiva, cujos galhos alcançam até 10m de comprimento e que se fixam no apoio por meio de gavinhas. As folhas são alternas, ovadas, lisas e pontudas. As flores são grandes, axilares e de coloração azul-lilás. O fruto é uma baga oval, alongada de casca fina, cor amarela e bem resistente, contendo no seu interior numerosas sementes de cor escura.

- Chá calmante: - despeje 1 xícara(chá) de água fervente sobre 2 colheres rasas (sopa) de flores e folhas picadas. Deixe amornar. Tome 2 xícaras (chá) à noite, nos casos de insônia, e 3 xícaras ao longo do dia nos casos de estresse. Também combate vômitos.

- Alface (Lactuca sativa) - Herbácea de raíz e caule curto. Suas folhas são grandes, membranáceas, arredondadas e curvas, como conchas que abraçam o caule. Sua cor é verde ou violácea. Existem inúmeras variedades de alface, sendo as mais conhecidas as de folhas lisas, crespas, frisadas e as retorcidas. As flores surgem na extremidade do escapo floral, amareladas. O fruto-semente é um aquênio, com papilho plumoso. Remédio à base de alface:

- Em 1 xícara(chá) coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) de 2 a 3 vezes ao dia.

- Valeriana (Valeriana officinalis) - É a mais potente planta medicinal contra insônia. Trata-se de uma herbácea,nativa da Europa, parecida com a erva-doce. As raízes possuem ingredientes amargos de ação calmante e antiespasmódica.

Receita à base de valeriana : - Coloque 2 colheres (sopa ) de raíz e rizoma fatiados em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 10 dias, coe e acrescente 1 colher (sopa) de glicerina. Tome 1 colher (café) diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia, entre as principais refeições. No caso de insônia, deve ser tomado também à noite, 30 minutos antes de se deitar.

- Kava-kava (Piper methysticum) pertence à família das Piperaceae, a mesma das pimentas. Trata-se de um arbusto de folhas redondas e flores em forma de espigas. É nativa da Guiné, da Indonésia e de outras ilhas do Pacífico. A parte usada são as raízes. Receita à base de kava-kava:

- Despeje 1 xícara (chá) de água fervente em 1 folha média de kava-kava e deixe amornar tampado. Tome 3 vezes ao dia ,depois do almoço,no fim da tarde e na hora de deitar.

- Conselhinhos amigos: - café, chá preto e verde, pimenta e gengibre são estimulantes e devem ser evitados depois do fim da tarde. Evitar também bebidas alcoólicas. Administrar adequadamente as preocupações, e evitar alterações emocionais.

Importante: - não fazer uso destas plantas medicinais, sem antes consultar o médico. Boa saúde e uma excelente semana para todos!

Luz e Paz,

Marilda Jorge

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pensamento Árabe

"O tolo que adora dar palpites sobre o nosso jardim jamais cuida de suas plantas."

quinta-feira, 25 de março de 2010

Cante, Ria, Pratique

Texto enviado por Wal e Samir Chelala, obrigada pela colaboração.

Faça como os pássaros, comece o dia cantando, pois a música é o alimento para o espírito.

Cante qualquer coisa.

Cante desafinado que seja, mas cante.

Já diz o ditado: "quem canta, seus males espanta".

Cantas dilata os pulmões e abre a alma para tudo de bom que a vida tem a oferecer.

Se insistir em não cantar, ao menos ouça muita música, e deixe-se absorver por ela e pelo seu sentido.

Ria da vida, dos problemas, de você mesmo.

A gente começa a ser feliz quando é capaz de rir da gente mesmo e das coisas boas que lhe acontecem.

Ria também das besteiras que você já fez.

Ria abertamente, para que todos possam contagiar-se com a sua alegria.

Não deixe-se abater pelos problemas.

Se você procurar convencer-se de que está bem, vai acabar acreditando que realmente está e quando menos perceber, vai se sentir realmente bem.

O bom-humor, assim como o mal-humor é contagiante.

Qual deles você escolhe?

A decisão é sua a cada novo dia.

Se você estiver bem-humorado, as pessoas ao seu redor também ficarão e isso lhe dará mais força e mais vitalidade.

Leia coisas positivas, bons livros, poesia, por que a poesia é a arte de aceitar a alma.

Leia romances, a bíblia, histórias de amor, ou qualquer coisa que faça reavivar os seus sentimentos mais íntimos e mais puros.

Pratique algum esporte, ocupe-se de coisas boas, pois o peso da cabeça já é tão grande com tantos problemas e tem que ser contrabalançado com alguma coisa especialmente positiva e boa para termos boas sensações e grandes lições na vida.

Você certamente vai se sentir bem disposto, mais animado, mais jovem.

Encare as suas obrigações com satisfação, pois é maravilhoso quando se gosta do que se faz.
Ponha amor em tudo o que estiver ao seu alcance.

Se você se propuser a fazer alguma coisa, faça da melhor maneira possível, mergulhe da cabeça, se entregue de corpo, alma e coração.

Não viva de emoções mortas, pois o mundo está cheio de pessoas que são próprias dessas emoções.

São pessoas que acabam tornando-se vazias.

Você pode até sair machucado enfrentando as dificuldades, mas verá que valeu muito mais a pena, pois as dificuldades da vida são elas que nos ensina a sermos fortes e que nos trazem a verdadeira felicidade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Crianças Solidárias

Por Mônica de Oliveira Costa - Esse texto faz parte da Revista Especial Kids de Fevereiro 2010.

Diante de tantas catástrofes que vem ocorrendo desde o final de 2009 devido à força da natureza, salta aos nossos olhos a solidariedade de tantas pessoas na tentativa de minimizar o sofrimento daqueles que perderam familiares e moradias. Isso é a manifestação de amor e respeito pelo ser humano.

Os sentimentos de amor, respeito e solidariedade podem ser despertados na mais tenra idade e, com certeza contribuirá para um futuro melhor.

Atitudes simples, como ensinar a criança a agradecer, a dizer, “por favor”, antes de qualquer pedido, a executar pequenas tarefas do cotidiano, como arrumar a cama e guardar os brinquedos farão com que essa criança se torne um adulto responsável e colaborador.

O despertar do respeito pelo próximo, plantas, animais e o meio ambiente pode transformar a realidade de todos. Evitar o desperdício da água, energia, não jogar lixo na rua são ações que muito podem contribuir para minimizar um futuro não muito agradável que é previsto pelos estudiosos do meio ambiente.
Como despertar a criança para que ela se torne solidária? Trazendo-a para junto de nós. Vamos resgatar nossas crianças para que não se isolem em frente à TV e ao computador. Vamos favorecer a participação delas em nossas vidas.

Vamos transformar nossas atividades rotineiras em algo mais lúdico para que tanto os filhos como a nossa criança interior possam despertar. Vamos todos juntos arrumar a mesa do jantar, preparar a salada, escovar os dentes e contar histórias antes de dormir. Objetos perdidos pela casa? Podem virar uma divertida brincadeira (“está quente, está frio”) na hora da arrumação de cada cantinho da casa.

Tudo pode se tornar mais interessante para instigar a ludicidade tão pronta das nossas crianças. O resultado será animador: crianças mais participativas, felizes, gratas e saudáveis. Como consequência (colheita) serão adultos mais dóceis, afetivos, amáveis, porque seus pais estimularam e foram cúmplices das suas crianças interiores.

Segundo a jornalista Maeve Vida (editora Omnisciência), a maior doença das nossas crianças é a solidão. A cura dessa epidemia causada pela falta de amor verdadeiro?

Estar mais presente na vida das nossas crianças e saber escutá-las.
Saber conversar “olho no olho” (conversa de almas), saber se colocar no lugar delas (empatia), saber ser cúmplice sem passar pela manipulação ou generosidade passional, envolvê-las com carinho e afeto, ampará-las e acompanhá-las (compreendê-las) nos seus momentos de dificuldades e desafios inevitáveis do crescer.

Tudo isso é educar, seja você um pai, mãe, tios, avós, professores ou qualquer ser humano diante da oportunidade de Estar com uma criança. Tudo isso são as verdadeiras formas de colaborar muito para uma vida melhor: daquela criança e seu planeta.

O exercício do convívio estimula o companheirismo, o respeito, o aconchego, a troca: a gratidão e compaixão.

Pessoas felizes são plenas, portanto capazes de ultrapassar seus limites, são capazes de se unir e vibrar no amor. Então, o resultado da somatória de 1 + 1 será muito maior que 3. É quando o amor reina absoluto e tem a força de se propagar em super ondas. Há a sensação do todo formado por milhares de corações pulsando, harmônicos, ritmados, prontos para viver de bem com a vida. Neste momento, distante da solidão, existe a fé e a esperança.

A sensação de fazer parte de um todo nos torna mais solidários e amorosos. Se todos se atentarem a isso e colocarem em prática, haverá mais harmonia entre os povos e, independente das intempéries climáticas e de toda a solidão que assola nossas crianças de hoje, estaremos unidos para mais uma vez reerguermos cidades e a dignidade.
Então o nosso mantra é "Curo toda a solidão com a solidariedade". Por todas as crianças que me cercam e as que posso irradiar com a plenitude e luz do meu Amor!

terça-feira, 23 de março de 2010

CRISE HIPERTENSIVA

Respondendo E-mails:

O que é uma crise hipertensiva?

Crise hipertensiva é a elevação, repentina, rápida, severa, inapropriada e sintomática da pressão arterial, em pessoa normotensa ou hipertensa. Os órgãos alvo da crise hipertensiva são: os olhos, rins, coração e cérebro.

A crise hipertensiva apresenta sinais e sintomas agudos de intensidade severa e grave com possibilidades de deterioração rápida dos órgãos alvo. Pode haver risco de vida potencial e imediato, pois os níveis tensionais estarão muito elevados, superiores a 110 mmHg de pressão arterial diastólica ou mínima.

Como se desenvolve?

A pressão arterial (PA) é igual ao volume de sangue (VS) que sai do coração vezes a resistência periférica que ele encontra ao circular pelo nosso organismo (PA= VS x RP).

O volume de sangue que sai do coração não sofre grandes influências, a não ser em casos especiais de falência do órgão ou excesso de volume sangüíneo circulante. Assim, a maioria dos casos de hipertensão ocorre por alteração da resistência periférica.

O aumento repentino da resistência periférica ocorre pela falta de regulação neurodinâmica dos mecanismos que regulam a pressão arterial.

As situações patológicas que atuam sobre a resistência periférica podem ter inúmeras origens:

neurológicas, vasculares, medicamentosas, drogas e secreção excessiva ou inapropriada de hormônios.

O que se sente?

A crise hipertensiva inicia repentinamente e a pessoa pode apresentar: sensação de mal-estar, ansiedade e agitação,
cefaléia severa, tontura, borramento da visão, dor no peito, tosse e falta de ar.

A crise é acompanhada de sinais e sintomas em outros órgãos.

No rim, surge hematúria, proteinúria e edema.

No sistema cardiovascular, falta de ar, dor no peito, angina, infarto, arritmias e edema agudo de pulmão.

No sistema nervoso, acidente vascular do tipo isquêmico ou hemorrágico, com convulsões, dificuldade da fala e da movimentação.

Na visão, borramento, hemorragias e edema de fundo de olho.

Como se faz o diagnóstico?

O paciente normotenso ou hipertenso que apresente agudamente os sintomas descritos acima é interrogado e examinado pelo médico, que verifica os níveis tensionais e os encontra muito elevados, acima de 110 mmHg de pressão arterial mínima, com sinais e sintomas próprios da crise hipertensiva e sinais de deterioração rápida de vários órgãos.

Muitas vezes, os pacientes têm pseudocrises hipertensivas. Esses pacientes, apesar de níveis elevados de pressão arterial, não têm evidências de deterioração rápida dos órgãos alvo e nem risco de vida. Na revisão clínica, eles compõem um grupo de hipertensos que teve sua pressão arterial elevada por eventos extras, como crises dolorosas ou emocionais, pós-operatórios imediatos, pânico ou cefaléias severas.

Quase sempre são hipertensos mal-tratados ou que abandonaram os medicamentos. Tais pacientes não devem ser confundidos com aqueles que têm uma verdadeira crise hipertensiva.

Muita Luz e Paz,

Marilda Jorge

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sessão Saúde e Prevenção

O Que São Os Florais de Bach?

Quando nos sentimos bem, realizados e felizes, estamos em equilíbrio com tudo e conseguimos transmitir aos nossos familiares e amigos somente boas energias.

Porém, com os acontecimentos da vida, às vezes precisamos de um pouco de ajuda para alcançarmos este equilíbrio e seguirmos em frente. É nesse momento que os Florais de Bach podem ajudá-lo.

Criados por um médico inglês, Dr. Edward Bach, nos anos 30, os Florais de Bach são 38 essências de plantas e florais que podem ajudá-lo a administrar as pressões emocionais do dia-a-dia. Cada floral é indicado a uma emoção específica. Pode ser tomando individualmente ou misturado de acordo com o que estiver sentindo.

Pesquisas recentes sobre as emoções e o sistema imunológico reforçam o ponto de vista de que a saúde emocional e a saúde física estão relacionadas. Mentes saudáveis costumam ter um corpo saudável.

De Onde Vêm Os Florais de Bach

Edward Bach foi um médico de Harley Street, bacteriologista e pesquisador bem conhecido. Identificou 38 estados negativos da mente e criou uma essência floral ou de planta para cada um. Passou os últimos anos de sua vida num pequeno chalé chamado Mount Vernon e foi ali que ele concluiu suas pesquisas. Hoje Mount Vernon é mais conhecido como The Bach Centre (O Centro Bach) e os atuais responsáveis continuam a produzir as tinturas mãe (o primeiro processo na elaboração dos Florais) utilizando em muitos casos os mesmos locais identificados por Dr. Bach.

Somente a Assinatura Bach garante que você adquiriu os Florais de Bach Originais, elaborados como sempre foram desde os tempos de Dr. Bach, com tinturas produzidas exclusivamente no The Bach Centre em Mount Vermon.

Como Escolher O Floral de Bach Adequado

Reconhecer exatamente como estamos nos sentindo... é a chave para a escolha do Floral de Bach mais apropriado. Depois, veja qual é a essência que corresponde com o seu estado de espírito. Para isso você depende de um profissional competente que lhe possa orientar em todos os sentidos.

O Dr. Bach descobriu que existem sete grupos emocionais gerais, nos quais se baseou para classificar 38 essências individuais, cada uma das quais relacionadas com um estado emocional específico.

Os sete grupos são:
MEDO
INSEGURANÇA
FALTA DE INTERESSE NO PRESENTE
SOLIDÃO
HIPERSENSIBILIDADE A INFLUÊNCIAS E IDEIAS
PREOCUPAÇÃO EXCESSIVA COM OS OUTROS
DESALENTO OU DESESPERO

Se você deseja conhecer mais e se tratar com os Florais, clique aqui para mandar um email.

Luz e Paz,

Marilda Jorge

domingo, 21 de março de 2010

CONFESSO: EU NÃO SOU EU

Texto enviado pelo escritor e poeta, Hugo Leal para o Mês da Mulher, obrigada pela colaboração.

Antes que descubram, já confesso: eu não sou eu. Não estudei, não me formei, não escrevi, não me casei, não trabalhei, não viajei, não passeei, não existi.

Foi tudo um engano cósmico (microcósmico, é claro, pois não mereço mais que isso), uma ilusão de ótica criada pela minha imensa carência e necessidade de atenção. A verdade sobre mim? Desculpem, mas esqueci completamente.

Menti tanto para ser alguém do mundo que minha memória, sem estímulos reais, só se lembra de minha existência imaginária. Deu trabalho para lhe dar certa concretude.

Falsifiquei certificados de conclusão de curso, a carteirinha do Instituto de Física, sem contar, é claro, a identidade de vários amigos que convenci a terem os nomes que têm e a um dia estudarem comigo, auxiliando em minhas teses de mestrado e doutorado, etc.

Mas o difícil mesmo foi criar, assim do nada, os amores da minha vida.

Para não ter que entrar em detalhes ou comentários quanto a sua qualidade, optei pela quantidade e amei – fantasiosamente, é vero – dezenas de mulheres que, hoje, torço até para que existam, premiando com seu charme e talento outros homens, estes verdadeiros, não abstratos como eu, que possam lhes dar, em troca, a felicidade que minha irrealidade não permitiu terem comigo.

Quem sou eu? Eis aí uma pergunta que, de fato, não ouso responder. Fazê-lo implicaria, por hábito que se tornou mecânico, proferir mais alguma mentira de acréscimo ao monte de lorotas que já sou. E nem importa que não haja uma resposta, pois tanto faz ser, neste meu strip-tease ético, um “avatar ascensionado” ou uma mosca esvoaçando no cocô do cavalo do bandido.

Porque, independente do que digam os que quiserem a verdade sobre mim, esta estará no fato que resulta de minha essência, e não da foto de um registro digital qualquer, escaneado para pecês ávidos de saber o que nada quer dizer, a não ser para quem disse – maneira talvez de se sentir seguro em seus medos, ou vender um bonequinho de si, que impressione mais a sociedade do que o modelo original.

E eu serei independente do retrato que pintarem de mim, aquilo que não sou, mas com tanto esforço que por isso mesmo é, seja lá o que for isso, o que posso ser, mentiroso como sou ou - talvez, quem sabe? – o que me força a dependência meta-química que tenho de me cobrir com o imaginário e tentar fazer que os outros sonhem, em mim, as riquezas que não possuo nem possuirei.

É claro que outros mentirosos como eu, que ainda acreditam que há verdades e mentiras, buscarão colocar uma mentira sua sempre como uma verdade que não tenho. O que fazer? O hospício é aberto a todos, e aqui todos são e não são o que são ou fingem ser.

Por isso é que, antes que descubram, já confesso: eu não sou eu, minha nave está em Varginha, adoro blugh-blegh e só canto inhec-inhec.

Hugo Leal

sábado, 20 de março de 2010

Receita Esperta do Mês da Mulher

O geladinho de abacaxi da Maddá.

Ingredientes

-1 abacaxi bem maduro cortado em pedaços pequenos

-1 lata de leite condensado

-2 copos americanos de água filtrada

-1 caixinha de pudim sabor baunilha

-1 lata de creme de leite

Modo de Fazer:

Reserve o abacaxi já cortado no freezer, mas antes aproveite o suco que se criou no próprio recipiente onde você cortava, pois este é o segredinho.

Jogue este suco na panela e acrescente a lata de leite condensado, os copos de água e a lata de creme de leite.

Deixe amornar e acrescente a caixa de pudim sabor baunilha, vá misturando sempre até se tornar um creme e reserve.

Coloque o abacaxi em pedaços numa travessa funda de pirex, inox ou o que desejar e coloque o creme por cima.

Deixe gelar e sirva.

Hummm é uma delicia!

Luz e Paz,

Marilda Jorge

sexta-feira, 19 de março de 2010

Você se julga um coitadinho?

Este texto que escrevi há algum tempo, já está no blog desde o começo, mas as pessoas passaram por ele e não captaram a mensagem, então lá vai outra vez e espero que desta vez agradeçam tudo o que tem. É só procurarem no blog que acharão...

Toda vez que converso com alguém que só reclama e não faz nada para mudar a vida, eu pergunto: Será que você está fazendo por onde para mudar tudo e dar a volta por cima?

Aí eu ouço: - Ah! Mas tudo precisa de dinheiro, sem ele não consigo fazer nada!

Tem razão, as nossas contas como água, luz, telefone, etc e tal, não podem ser trocadas por algo seu e sim, por dinheiro. A comida nossa de cada dia e os impostos também, pois ainda não descobri um jeito de fazer escambo com os feirantes, supermercados e o governo. Mas no dia que eu descobrir, juro que aviso. Já troco um monte de coisas e os escambos estão voltando com tudo. É só negociar...

Agora tem uma montanha de coisas que podemos fazer usando a nossa criatividade. Fato este que muitos esqueceram e dependem em tudo dos outros. Houve uma época que morei no exterior e vi como as pessoas se organizavam e se tornavam independentes de uma mão de obra, que era inviável por ser muito cara.

Vi empresário, muito bem de vida, pintando a casa em mutirão. Eram os pais e filhos e até amigos juntos. Isso na Europa e até no Canadá. Quem conhecia melhor algo, ensinava ao outro e todos se beneficiavam com este sistema.

Vi mães de família ensinando tudo aos filhos, como se limpa, lava, passa, cozinha e se organiza uma casa. Vi mulheres fabulosas e ricas, reformando móveis, recriando tudo do nada num guarda-roupa. Vi gente cuidando de gente, de uma forma humana e maravilhosa.

Todos trabalhavam e não importava o tipo de trabalho. Eram orgulhosos e felizes até de fazer os mais simples e humildes trabalhos. Com isso aprendi muito e ensinei aos meus este sistema.

Alguns, hoje, se sentem humilhados de organizar a sua casa, não ter uma serviçal, ter que trabalhar fora e outras coisas mais que deveríamos agradecer por poder fazer.

Se você pode e tem braços e pernas fortes, uma cabeça boa, um lugar para morar e pessoas ao redor para cuidar... parabéns! Pois muitos não têm nada... não existem contas, porque não moram...

Se você não tem automóvel... parabéns! Está diminuindo a poluição do planeta e poderá andando fazer exercício e melhorar a sua qualidade de vida. Já viu por este lado a sua vida? Não? Então comece rápido, pois o mundo está mudando e o dinheiro de hoje... não fará muita diferença amanhã.

Economize água, luz e, se possível aprenda a se criar dentro de casa, no seu guarda roupa, nas suas vaidades, desejos e até na comida. E ensine isto aos seus...
O mundo está mudando e não existe mais espaço para ninguém esbanjar. Mesmo os que têm muito, estão procurando formas de empregar, ajudar e crescer.

Hoje o doar e reciclar estão na moda, e que moda saudável e inteligente. Use a sua criatividade e racionalidade para fazer o melhor. Você pode e deve!

Vocês já imaginaram se a economia mundial virar um caos e o sistema bancário for para a “cucuia”, o que será das pessoas que só dependem disto para viver e se manter?!

Podem ter certeza que veremos suicídios em massa, assim como muito desespero e violência. E a bolsa? Que bolsa? Só vai sobrar a sua... aquela “surradinha” que você vai ao trabalho todos os dias.

Isso tudo parece utópico, não é? E vocês devem estar dizendo: - O que esta louca está falando? Não é loucura de forma alguma e é só pesquisarmos o que está acontecendo no mundo, os noticiários, as guerras manipuladas, as violências, os jogos de poder, a falta de criatividade e de boa vontade, as reclamações e inadimplências, os medos e as carências em todos os sentidos. O negócio é ficar atento e buscar formas inteligentes de viver.

Não seja coitadinho, você pode fazer muito pelos seus e pela comunidade. Seja prático, simples, honesto, empreendedor e principalmente amigo, pois daqui para frente este será o seu bem maior. E não esqueça, a união faz a força!

E viver nos dias de hoje é uma arte!

Luz e Paz,

Marilda Jorge
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