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terça-feira, 23 de junho de 2009

O que não faz um sorriso...

Texto enviado por Maria José Queiroz de Cordeiro, obrigada pela colaboração.

Antoine de Saint Exupéry - autor do Pequeno Príncipe

VOCÊ LEMBRA DAQUELA TOCANTE HISTÓRIA DO LIVRO O PEQUENO PRÍNCIPE?

Bom, existe uma história mais tocante ainda que aconteceu de fato com o criador do Pequeno Príncipe, o escritor francês Antoine de St. Exupéry.

Poucas pessoas sabem que ele lutou na Guerra Civil Espanhola, quando foi capturado pelo inimigo e levado ao cárcere para ser executado no dia seguinte. Nervoso, ele procurou em sua bolsa um cigarro, e achou um, mas suas mãos estavam tremendo tanto que ele não podia nem mesmo levá-lo à boca. Procurou fósforos, mas não tinha, porque os soldados haviam tirado todos os fósforos de sua bolsa. Ele olhou então para o carcereiro e disse: "Por favor, usted tiene fósforo?". O carcereiro olhou para ele e chegou perto para acender seu cigarro. Naquela fração de segundo, seus olhos se encontraram, e St. Exupéry sorriu.

Depois ele disse que não sabia por que sorriu, mas pode ser que quando se chega perto de outro ser humano seja difícil não sorrir. Naquele instante, uma chama pulou no espaço entre o coração dos dois homens e gerou um sorriso no rosto do carcereiro também. Ele acendeu o cigarro de St. Exupéry e ficou perto, olhando diretamente em seus olhos, e continuou sorrindo. St. Exupéry também continuou sorrindo para ele, vendo-o agora como pessoa, e não como carcereiro.

Parece que o carcereiro também começou a olhar St. Exupéry como pessoa, porque lhe perguntou: "Você tem filhos?". "Sim", St. Exupéry respondeu, e tirou da bolsa fotos de seus filhos. O carcereiro mostrou fotos de seus filhos também, e contou todos os seus planos e esperanças para o futuro deles. Os olhos de St. Exupéry se encheram de lágrimas quando disse que não tinha mais planos, porque ele jamais os veria de novo.

Os olhos do carcereiro se encheram de lágrimas também. E de repente, sem nenhuma
palavra, ele abriu a cela e guiou St. Exupéry para fora do cárcere, através das sinuosas ruas, para fora da cidade, e o libertou. Sem nenhuma palavra, o carcereiro deu meia-volta e retornou por onde veio.

St. Exupéry disse: "Minha vida foi salva por um sorriso do coração".

O que foi aquela "chama" que pulou entre o coração desses dois homens? Isso tem sido tema de intensa pesquisa atualmente, na medida em que os cientistas estão se dando conta de que o coração não é meramente uma bomba mecânica, mas um sofisticado sistema para receber e processar informações. De fato, o coração envia mais mensagens ao cérebro que o cérebro envia ao coração!
Como disse o filósofo francês Blaise Pascal: O coração tem razões que a própria razão
desconhece".

Estados emocionais negativos, como raiva ou frustração, geram ondas eletromagnéticas totalmente caóticas do coração, como se estivéssemos pisando no acelerador e no breque simultaneamente. Esse estado de batimentos desordenados é chamado de "incoerência cardíaca" e está ligado a doença cardíaca, envelhecimento precoce, câncer e morte prematura.

Em estados de amor ou gratidão, nosso batimento cardíaco torna-se "coerente". Isso diminui a secreção dos hormônios do estresse, reduz a depressão, hipertensão e insônia, melhora o sistema imune e aumenta a clareza mental. Essa é uma das razões pelas quais tem sido provado que as emoções positivas estão associadas à boa saúde física e mental - e à longevidade. Essa irradiação coerente do coração - essa "chama" de genuína afeição – pode afetar pessoas a uma distância de até 5 metros!

Logo, na próxima vez em que você estiver numa situação difícil, respire
profundamente, lembre-se de St. Exupéry e do Pequeno Príncipe e irradie a energia de seu coração. Como o Pequeno Príncipe nos lembrou, "somente com o coração podemos ver com clareza".

4 comentários:

Rosana Brandão de Oliveira disse...

Nossa, você com seus textos... gosto de textos assim, que leio e me faz ir ao fundo de minha alma - pensar, refletir sobre o que "vão além de meras palavras, onde apenas os sentimentos e o coração é capaz de entender". Excelente texto e mais uma vez, obrigada por compartilhar comigo. Um beijo em seu coração, Rô

Marilda Jorge disse...

Obrigada Rosana!
Se você gosta, divulgue e participe sempre amiga.
Muita Luz e Paz!

Joemir disse...

Lembra-se daquele texto que fala sobre "Por que gritamos?" onde o autor discursa sobre o fato das pessoas gritarem uma com as outras à medida que se distanciam do coração?
Esse texto nos mostra que, quanto mais nos aproximamos umas dos corações das outras, o sorriso é uma reação natural do ser humano. Afinal, esse é o natural do Homem, viver em harmonia, em equilíbrio!

Beijos e abraços!

Parabéns pelo blog!

Joemir
www.demodelando.wordpress.com

Marilda Jorge disse...

Falando em Blog, leio todos os dias o seu e está especial.
Obrigada pelos parabéns e idem para você também.
Mil sorrisos para o meu colaborador e amigo querido.
Beijos e Luz e Paz!

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